A maestria risonha que só o mineiro tem

Patrimônio Mundial pela UNESCO, Ouro Preto é um mergulho na história do Brasil. Com nossa trajetória contada a cada esquina, a cidade concentra ainda a deliciosa gastronomia mineira e o jeitinho de um povo carismático e acolhedor.

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A cidade respira o período colonial brasileiro.

Perder-se pelas ladeiras do local é uma excelente opção para quem visita Ouro Preto com algum tempo reserva; contemplar a poética mistura de cores da arquitetura colonial e dedicar algumas horas a uma boa prosa, enquanto se preocupa com a difícil escolha entre o feijão tropeiro, a linguiça mineira e o melhor doce de leite do planeta.

Localizada em uma das principais áreas do ciclo do ouro, Ouro Preto te recebe de braços abertos; com vasto material de divulgação do turismo, mapas e informativos são distribuídos de forma gratuita nas Casas de Cultura.

Para aqueles que não dispõem de tanto tempo, Museus como o da Inconfidência e Casa dos Contos, além do Observatório e a bucólica Estação Ferroviária são experiências imperdíveis. Perto dali, a Mina da Passagem (em Passagem de Mariana) é, literalmente, um mergulho terra à dentro através de um percurso que chega a 120 m de profundidade.

Cidade universitária, a vida noturna em Ouro Preto é bem animada. Apesar de muito famosas, as festas nas repúblicas não despertam o nosso interesse, então, escolhemos curtir o conhecido Escadabaixo, um descontraído Bar Cozinha no coração do centro histórico – com o melhor filé à parmegiana que já comi na vida, diga-se de passagem.

Ouro Preto mescla o ontem e o hoje com uma genialidade ímpar, unindo história, poesia e comida boa com a maestria risonha que só o mineiro tem.

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Cascais: destino para qualquer época do ano

É uma vila portuguesa, com certeza. Abro esse texto com um trecho do famoso fado da cantora portuguesa Amália Rodrigues.

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Destino da aristocracia europeia em meados do século XX, Cascais é uma vila de palacetes, de ruas estreitas e de um ambiente mediterrânico no Atlântico. Para um passeio na praia, um mergulho, um campeonato de surf ou uma bela refeição, a região ainda conta com variadas atrações culturais, o que faz de Cascais um destino imperdível para qualquer estação do ano.

Comboios partem da estação do Cais do Sodré, em Lisboa, a cada 20 minutos e a viagem até esse paraíso dura cerca de 40 minutos.

 

Belém é mais que Pastel

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A receita da tradicional confeitaria, mantem-se a mesma desde o séc. XIX.

Belém é mais que Pastel, mas Pastel tem que ser em Belém. Faz parte do enredo. Da expectativa na fila de espera ao êxtase da primeira mordida, definitivamente, é preciso viver essa experiência.

Bairro da capital portuguesa, Belém é uma viagem no tempo direto às grandes navegações, quando Pedro Álvares Cabral partiu rumo ao desconhecido até aportar na Ilha de Vera Cruz.

Aqui chega-se de transporte público e a dificuldade é na hora de sair; não por causa do trem, mas pela avassaladora vontade de ficar para sempre neste lugar.

Os principais pontos turísticos de Belém estão bem próximos e é possível conhecer todos a pé, da tradicional Pastelaria à fantástica Torre de Belém, passando pelo Padrão dos Descobrimentos e pelo Mosteiro dos Jerónimos.

 

 

Perca-se pelas simpáticas ruas de Lisboa

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Quem nasce na capital Lisboa é conhecido por “alfacinha”.

Dedique tempo a não seguir roteiros. É com esse conselho que eu começo a falar da capital portuguesa; entregue-se às delícias dessa cidade encantadoramente poética.

Sétima cidade mais visitada do sul da Europa, Lisboa foi considerada, em 2015, a 11.ª cidade turística mais popular, à frente de Madrid, Rio de Janeiro, Berlim e Barcelona. Cheia de cores e aromas, as ruas e vielas lisboetas contam histórias de um passado riquíssimo: o nosso!

Prepare as pernas e chegue cheio de disposição para percorrer cada cantinho na Baixa, Chiado, Alfama e Bairro Alto. Ladeiras e escadas fazem parte da experiência. Em caso de cansaço, cafés e confeitarias serão um alento a cada esquina.

Lisboa tem uma rede de metrô e trens fantástica, que te leva a desbravar toda região, em destinos como Belém, Sintra, Queluz e Cascais.

Mas isso é papo para uma outra conversa.

Um mate, uma rede e uma vida à beira mar

Um mate, uma rede e uma vida à beira do Mar Galileia: é pedir muito? Passado e presente se unem neste lugar intacto, onde o tempo parece estacionar.

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Grande parte do ministério de Jesus decorreu nestas margens.

Por aqui, o homem não chegou. Não com o poder destrutivo camuflado em construções que podemos ver em todos os locais sagrados de Israel. Aqui o mar é o mar; o mesmo grande lago dos relatos bíblicos, sem novas paredes, novos muros, sem novas histórias.

Se eu puder dar um conselho: apenas sinta este lugar e toda a Paz que existe nele.

O lugar onde Jesus chorou

Este é, sem dúvida, o lugar que eu mais ansiava conhecer. E aqui estou, diante do Getsêmani – não por acaso, no Santo Sábado [Gn 2:3].

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O jardim, no Monte das Oliveiras, é o local onde Jesus e seus discípulos oraram na noite anterior à crucificação.

Diante destas Oliveiras, Jesus orou, angustiou-se, entristeceu-se [Mt 26:36-39]… o Filho do Homem seria levado para a maior de suas provações. Ele seria traído, cuspido, açoitado, humilhado [Mc 15:16-20], morto… morte de cruz [Lc 23:33-46].

Ainda assim, o Messias se entregou à vontade do Pai [Mt 26:42], o soberano plano de salvação de Deus, que ao entregar o Seu filho, permite a humanidade fugir da condenação do pecado e buscar a vida eterna [Jo 3:16]. Fomos lavados pelo sacrifício do Cordeiro perfeito, nossa vida foi comprada e a preço de sangue inocente.

Por amor, na sua mais íntima e profunda definição. O mesmo amor que nos convida a abrirmos mão de quem somos para deixar habitar em nós o Santo Espírito de um Deus eterno, soberano e Vivo [Lc 9:23-24].

 

* Texto escrito em 03 de fevereiro de 2018

Jerusalém: onde História e Fé falam a mesma língua

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Castelo do Rei Davi

Imagine o quão fantástico é andar por uma das cidades mais antigas do mundo? Essa sensação de êxtase permeia cada segundo pelas ruas de Jerusalém. Além de todo este encanto, existe para mim, algo que me emocionou inúmeras vezes neste lugar: meu Mestre andou por aqui.

Sagrada para as três principais religiões abraâmicas – judaísmo, cristianismo e islamismo – Jerusalém é a capital de Israel e durante sua história, a cidade foi destruída pelo menos duas vezes, sitiada 23 vezes, atacada 52 e capturada e recapturada outras 44 vezes; o que torna ainda mais incrível cada canto deste lugar. A parte mais antiga da cidade se tornou um Patrimônio da Humanidade em 1981 e está na lista de patrimônios em perigo – sítios que se encontram severamente degradados e vulneráveis, tanto por ação humana e/ou natural.

É fácil perder-se pelas ruas da Cidade Velha de Jerusalém, e se você não tem fluência em inglês ou hebraico, não será tão fácil assim encontrar-se. Por isso, vale a pena ter um guia para não deixar passar nenhum detalhe desta cidade fascinante.

Shabbat: o pôr do sol especial da Terra Santa

Música, boa comida, alegria e sacralidade envolvem o fim da sexta-feira em todo Estado de Israel. O dia mais esperado da semana bate à porta e, junto a ele, a tranquilidade de um descanso em meio à correria rotineira.

De acordo com a Torá – também chamada de Livro de Moisés, composta pelos cinco primeiros livros também presentes na Bíblia Cristã – a partir do findar de sexta-feira é chegado o Sábado do Senhor, um dia dedicado à gratidão ao Deus da Criação, ao descanso e à família (Êxodo 20:8-11).

Pelos lares de Israel e, especialmente, diante do Muro das Lamentações, em Jerusalém, esse momento é celebrado com a alegria e a fé de um povo agradecido por ter sido escolhido.

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Shabbat Shalom significa Sábado de Paz e representa o dia de descanso, separado e santificado pelo Senhor, desde a criação do mundo (Gênesis 2:2-3)

Israel: a História contada a cada passo

Há 70 anos – oficialmente – Estado de Israel, a única nação de maioria judia do mundo, carrega entre suas milenares construções, uma rede de sentimentos fantástica e indescritível.

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Independência do Estado de Israel – foto de um quadro.

Terra multifacetada e pluricultural, suas fronteiras com guerras estabelecidas em nada interferem na vivência do país desenvolvido, que tem uma das mais altas expectativas de vida e o 40º maior produto interno bruto (PIB) do mundo, além do mais alto padrão de vida do Oriente Médio.

Israel é inexplicável. Com sua trajetória flutuante entre guerras e tratados de Paz, a conquista do estabelecimento do Estado Judeu é comemorada como a verdadeira resistência de um povo. Símbolo desta perseverança, Massada é uma fortaleza natural, considerada Patrimônio Mundial da UNESCO e destino imperdível para quem se encanta em reviver a História.

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Massada tornou-se um evento controverso na história judaica.

Aliás, História é algo que permeia cada centímetro desta Terra Santa. Próximo à fortaleza, fica o ponto mais baixo da Terra: o Mar Morto, que tem esse nome devido à grande concentração de sal, o que impossibilita a existência de vida em suas águas. Mas, embora letal para peixes e plantas, os sais minerais do Mar Morto trazem inúmeros benefícios para o ser humano. Quem nunca ouviu falar na famosa lama do Mar Morto, usada por Cleópatra para seus banhos de beleza?!

Sabe de uma coisa? Beleza mesmo é o pôr do sol no Mar Morto, quer dizer, em Israel, como um todo, o pôr do sol é diferente; em especial, o de sexta-feira, mas isso é assunto para um próximo texto.

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Shalom!